Quando tinha 12 anos, Daniela Mercury viu pela primeira vez a peça "A bruxinha que era boa", de Maria Clara Machado. Para reviver o período, a rainha do axé escolheu essa clássica peça infantil como tema para a festa que reuniu nesta quarta-feira, dia 30, 600 crianças de 20 instituições sócio-educativas baianas.Ao som da banda Gatos Multicores, Daniela fez um show com as participações especiais de Carla Perez, que estava vestida de Sininho, e de Larissa Luz, a nova cantora do Araketu. Juntas, apresentam músicas que prometem estar entre os hits da folia em Salvador como "Não vale mais chorar", do grupo Bonde do Maluco.
A primeira grande atração a se apresentar foi o grupo Harmonia do Samba, do bloco D'Pileque, comandado por Xandy, que cantou euforicamente durante todo o percurso e não deixou ninguém desanimar. Em cima do trio, ele teve a agradável companhia da sua esposa Carla Perez.
A ex-dançarina do "Tchan" Carla Perez, 30 anos, está diferente. Casada, mãe de Camilly Vitória, de 6 anos, e Victor Alexandre, de 4, ela pouco lembra a artista rebolativa que surgiu em 1995, junto com o grupo de axé "Gera Samba" - que depois viria a se chamar "É o Tchan" - , e que mexeu com a imaginação de muito marmanjo com o seu derrière de 105 cm.
Atualmente, ela investe na carreira de cantora infantil. Já está no terceiro CD do novo segmento. O bloco infantil que comanda, o "Algodão Doce", também se tornou o mais badalado da Bahia, vencendo seis vezes do troféu "Dodô e Osmar" de melhor bloco mirim. Com o "Algodão Doce", Carla, e convidados como Kelly Key e Toni Garrido, arrastam até 5 mil pequenos foliões pelas ruas de Salvador.
Segundo ela, a nova carreira artística combina mais com o perfil mulher casada e mãe de filhos, e também com o de "mulher de Deus", como ela se autodefine por ter se convertido ao evangelismo, mais especificamente à Comunidade Evangélica Artistas de Cristo (CEAC), há quase dois anos. O encontro com a religião aconteceu quando ela passava por uma crise em seu casamento com o vocalista do grupo "Harmonia do Samba", Xanddy, de 28 anos.
"Depois que me tornei uma mulher de Deus, me arrependi de muita coisa que fiz. Na verdade, me arrependo por não ter a consciência cristã antes. Me arrependo, por exemplo, de ter posado para a 'Playboy'", diz ela sobre suas três capas e dois pôsteres (publicados em 1995, 1998, 2000 e 2001).
EGO conversou com a nova Carla, que ainda conserva o mesmo carisma de quando surgiu, mas que mudou completamente seus rumos.
Carla agora é dona de uma bloco infantilComo surgiu a idéia de montar um bloco infantil? Em 1999, fui convidada para me apresentar no bloco. O "Algodão Doce" já existia, mas pertencia a um amigo. Gostei da experiência e propus a compra do bloco. Ele topou e já em 2000 organizei meu primeiro carnaval. Sempre gostei muito de criança, e achava que isso era uma coisa que iria querer fazer quando tivesse meus filhos.
Quais foram as principais mudanças que você fez no "Algodão Doce"? Quando me apresentei, era o primeiro ano do bloco e deve ter conseguido arrastar umas 500 crianças. Aos poucos fui colocando uma série de coisas que demonstrassem um cuidado maior. Hoje, além do abadá para desfilar, elas recebem um kit com foto, garrafinha, brinquedinhos para usarem na avenida e lanche. Além disso, tenho todo um cuidado na hora de escolher meus convidados, porque não pode ser ninguém que vá cantar alguma coisa que tenha duplo sentido ou que vá ofender os familiares das crianças. Esse ano, por exemplo, todos os "cordeiros" (que tomam conta das cordas que separam as pessoas que pagaram o bloco das demais) serão mulheres. Acho que mulher tem mais cuidado na hora de lidar com criança.
A carreira como dançarina de axé alguma vez atrapalhou o trabalho com as crianças? Tive sorte porque o trabalho com as crianças não foi programado. Elas já gostavam de mim na época do "Tchan", e quando fiquei grávida da Camilly, quis gravar um CD com músicas que gostaria de cantar para o meu filho. Só que acabou dando certo e as coisas foram acontecendo. Minha carreira no "É o Tchan" nunca atrapalhou o trabalho com as crianças, mas sempre fui muito cobrada. As pessoas estavam sempre de olho nas minhas roupas e nas coreografias que eu estava fazendo.
Além de empresária, você também virou evangélica. Como foi isso? Foi em 2006, quando tive uma crise no meu casamento.
Procurou a religião por causa do problema? Na verdade, não. Aconteceu. Desde muito nova ia à igreja, dizia que era evangélica, mas não praticava. Costumo dizer que era convencida, e não convertida. Minha família passou a freqüentar quando passamos por um problema com meu irmão. Ele era recém-nascido e passou muito mal. Minha mãe rodou vários médicos com ele e ninguém dizia ao certo o que ele tinha. Ele já estava quase morto, e minha mãe sem dinheiro pra médico, quando um dia, voltando pra casa, ela passou em frente a uma igreja e um obreiro a chamou e orou pelo meu irmão. Na hora, ele começou a vomitar e melhorou em seguida. Depois desse episódio, minha família começou a ir aos cultos.
Quando começou a dançar já era evangélica? Na verdade, não. Minha mãe ia à igreja, mas não era convertida, e a gente acompanhava. Ela não tinha muito tempo para se dedicar porque trabalhava dia e noite para colocar comida em casa.
Se fosse convertida, teria investido na carreira de dançarina de axé? Não investiria na carreira, não. Hoje sou uma serva de Deus, uma mulher casada, e tenho dois filhos.
Você se arrepende de alguma coisa? Sim, mas é um arrependimento por saber só hoje o que eu não sabia antes.
Do que se arrepende? Não quero citar para não parecer que estou julgando os outros. Mas me arrependo, por exemplo, de ter posado para a Playboy. Foi muito legal, me deu grana, mas não faria de novo.
Já recebeu novas propostas para posar? Sim, várias vezes. Fui convidada logo depois que meus filhos nasceram, depois quando recuperei minha forma. A mais recente foi durante a festa de aniversário do meu filho. Tenho uma amiga que trabalha em uma revista masculina. Ela virou pra mim e falou: "Carla, nunca mais mesmo?" E eu respondi que nunca mais.
Tomou essa decisão depois que se converteu? Não. Na verdade, foi logo depois que noivei com o Xanddy. Na época, havia acabado de assinar o contrato para fazer a terceira capa. Ele teve que agüentar, mas me pediu para não posar mais. Homem não lida bem com isso, não quer que outros fiquem vendo a mulher dele.
E por que o casamento entrou em crise? Não teve um motivo específico. Ele virou para mim e disse que estava infeliz, pegou todos nós de surpresa. Para não dar o braço a torcer, também disse que não estava bom pra mim. Ele foi embora. Depois me arrependi. Por orgulho, a gente fala coisas para não ficar por baixo. Só depois vai ver o que fez.
Como surgiu a igreja? Estava muito mal e não queria ficar em casa, mas também não queria ir para farra. Foi quando decidi ir para a festa de aniversário de um amigo, que estava comemorando em uma igreja, na CEAC, que é a Comunidade Evangélica Artistas de Cristo. Chegando lá, Deus tocou no meu coração, e já no dia seguinte estava convertida.
Como o Xanddy voltou para a casa? Quando a gente se separou, vi que espiritualmente nossa relação não estava legal. Se o casamento era realmente o que Deus uniu, o homem não separa. Pedi muito a Deus para que ele voltasse para casa. Mas pedi para trazer ele convertido, senão nem precisava voltar.
E deu certo? Sim. Ficamos sete dias separados. Muita gente achou que, quando fui ao programa do Gugu Liberato falar da minha separação, era armação. É que naquele dia já havíamos voltado. A gente foi só contar a história e dizer para os fãs que estava tudo bem.
Xanddy aceitou a conversão? Aceitou, sim. Creio que Deus já tinha um propósito para ele quando tocou o seu coração. Acho que faltava só a oportunidade.
Carla Perez conta como foi a luta de Scheila por Brian
Carla Perez tem 30 anos, é mãe de Camille Vitória, 5, e Victor Alexandre, 4, mas diz que nem com toda essa experiência teria forças para passar pelo que a amiga Scheila Carvalho, 34, está passando.
Carla foi uma das pessoas que acompanharam de perto a gravidez e todo sofrimento que a amiga passou quando Brian nasceu prematuro, ficou internado por dois meses em uma UTI neonatal, e veio a falecer na sexta-feira,18.
"Eu e Scheila somos muito amigas. Vamos ao mesmo salão, academia e clínica estética aqui em Salvador.Quando ela teve alta da maternidade e o Brian, não, prometi que ía ligar todo dia para ela. Disse que ía encher o saco até ele sair da clínica. Infelizmente, ele não conseguiu", diz Carla, que continua dando força para Scheila nesse momento.
Ela conta também que, ao contrário de alguns boatos que circulavam na época em que dançavam juntas no "É o Tchan", e que davam conta de que não se davam bem, elas sempre foram muito unidas. "No primeiro dia da Scheila no grupo falei para ela que íam escrever muita coisa, dizer muita coisa, mas que era para ela não acreditar em nada. Deu certo e mantivemos nossa amizade", lembra.
Carla diz também que depois do enterro recebeu um chamado da amiga e do compadre Tony Salles - ela é madrinha de casamento dos dois - para conversar.
"Gosto muito de respeitar o silêncio das pessoas, quis deixá-la quietinha até ela se sentir melhor para falar. Scheila é uma pessoa muito bem resolvida e que está tendo uma força enorme nesse momento. Não sei se eu conseguiria se fosse comigo. O que sei é que ela foi uma das melhores mães desse mundo enquanto o Brian esteve aqui", afirma.
Todos os anos, o Algodão Doce – bloco infantil de Carla Perez – tem a tradição de trazer grandes nomes da música baiana e brasileira para agitar seus pequenos foliões em participações especialíssimas. Só para se ter uma idéia, já passou por lá nomes como: Maurício Manieri, Zezé di Camargo, Turma da Mônica, e Grupo Rouge
Este ano, já confirmou presença a cantora Kelly Key (que veio ano passado, se apaixonou e volta para repetir a dose), em como Thaeme Marioto (do programa Ídolos, do SBT), Pitoco, Toni Garrido e o padrinho do bloco que não pode faltar: Xanddy.
O bloco Algodão Doce desfila nos dias 2 e 3 de fevereiro (sábado e domingo), no circuito Osmar (Campo Grande/avenida).
# Nota : Conforme Site da Band o Carnaval esse ano dará destaque a Recife e Olinda , o que significa que Carlinha não apresentará o Band Folia esse ano...
Enviem suas críticas no site da Band - www.band.com.br
LUTO: Carlinha dar forças a amiga Scheila Carvalho
O sepultamento de Brian, filho de Scheila Carvalho com Toni Sales, aconteceu por volta das 15h50, no Cemitério do Campo Santo, no bairro da Federação, em Salvador. O bebê, que estava internado desde o final do ano passado, após ter nascido prematuro, morreu na madrugada desta sexta-feira (18), de insuficiência renal.
Chorando muito, Sheila, toda de branco e usando óculos escuros, foi amparada pelo marido e familiares, acompanharam o cortejo. Também estavam presentes colegas do Grupo É o Tchan, como Carla Perez, que seria madrinha da criança, e Jacaré.
Brian nasceu prematuro de 7 meses em novembro passado. Ele estava internado na UTI do Hospital Aliança para ganhar o peso. Segundo disse Wagner, irmão de Scheila ao jornal A Tarde, o bebê "estava recuperando bem o peso, só teve um problema de refluxo. Mas nessa semana ele parou de urinar e aconteceu isso. Nos pegou de surpresa”.
Ele disse ainda ao jornal que Scheila e Toni estão bastante abalados.
Carla Perez consola Scheila Carvalho em enterro
Carla Perez compareceu ao enterro do filho de Scheila Carvalho, Brian, na tarde desta sexta-feira, no Cemitério Campo Santo, em Salvador.
Carla Perez chegou no momento em que o corpo estava sendo sepultado e se apressou para consolar a amiga e o marido dela, Tony Salles. Durante os minutos em que as duas ficaram em frente ao jazigo, elas rezaram e choraram abraçadas.
Sobre o caixão, foram colocados um ursinho de pelúcia e um álbum de fotografia. Carla Perez não quis falar com os jornalistas.
Podendo!
O empresário Lucas Do está podendo. O rapaz mostrou seu lado poderoso na inauguração do seu restaurante Takê Fusion. Veja a seleção de convidados: Carla Perez, Xanddy, Claudia Leite, e Fred da banda Voa Dois.
Carnaval
Carla Perez renovou a parceria firmada no ano passado com a Axé Mix, empresa de Ivete Sangalo. Com isso, este ano novamente, os abadás de seu bloco infantil Algodão Doce, serão comercializados lá e no stand do bloco, no Shopping Iguatemi, em Salvador.
Segundo a assessoria da loura, o bloco tem dado muitas alegrias à Carla. “Ela é hexacampeã consecutiva do troféu Dodô e Osmar – mais importante prêmio da folia baiana – na categoria Melhor Bloco Infantil do Carnaval de Salvador”, contou ele a OFuxico.
Para este ano, estão confirmadas várias presenças famosas. Além do padrinho do bloco, Xanddy, estão sendo esperados a cantora Kelly Key – que vai repetir a dobradinha de sucesso do ano passado – e Thaeme Marioto, do programa Ídolos, do SBT.
Quem está ao lado de Xanddy no trio elétrico é a sua esposa, Carla Perez. Distribuindo sorrisos para o público sergipano, ela mostra que mesmo abandonando a carreira de dançarina, jamais perdeu o talento que a consagrou como referência no cenário artístico brasileiro.
A Campanha Mercado Infantil Solidário, que foi realizada em Salvador, durante o mês de dezembro, chegou a uma marca histórica. Segundo a assessoria da grife, a campanha conseguiu arrecadar mais de mil peças de roupas infantis. Elas serão doadas para instituições de caridade. Na campanha, a cada quatro peças vendidas, uma era destinada a uma das ONGs cadastradas na loja.
A entrega das doações aconteceu na última terça-feira (8), em Salvador, e contou com a presença dos padrinhos da campanha. Xanddy e Carla Perez fizeram questão de entregar as doações às crianças carentes, e se disseram emocionados ao participar da festa.
“É sempre bom ajudar ao próximo. Quando se trata de criança, então, fica melhor ainda”, disse ela a OFuxico.